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Sem citar Ciro Nogueira, Flávio diz que “informações são graves”

 Em nota enviada à imprensa, senador disse confiar no ministro do STF André Mendonça




O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) enviou nesta 5ª feira (7.mai.2026) um comunicado no qual diz que “considera graves as informações divulgadas pela imprensa”. 

A nota foi divulgada logo depois de o senador Ciro Nogueira (PP-PI) se tornar alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A operação investiga fraudes ligadas ao escândalo do Banco Master e foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso Master. Flávio não citou o nome de Ciro Nogueira.


Em junho de 2025, Ciro foi considerado por Flávio um bom candidato a vice numa possível chapa com seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que na época ainda não estava preso. Entre 2021 e 2022, Ciro Nogueira ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro e se tornou um dos principais articuladores da gestão bolsonarista no Congresso.


Leia a íntegra da nota de Flávio Bolsonaro:


“Nota à imprensa


“O senador Flávio Bolsonaro acompanha com atenção e considera graves as informações divulgadas pela imprensa.


“Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal.


“Confiamos na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça, e esperamos uma ampla apuração.”


PF chega ao centrão e coloca o Master perto de Flávio Bolsonaro



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A operação da Polícia Federal que atingiu o senador Ciro Nogueira abriu uma nova fase da crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o banco Master — e pode provocar efeitos profundos no tabuleiro político de 2026.

Nos bastidores de Brasília, o entendimento entre parlamentares de diferentes correntes ideológicas é de que a investigação ainda está no começo. A avaliação predominante é que a PF começou a puxar um fio que pode revelar conexões muito mais amplas entre o chamado centrão e figuras ligadas ao sistema financeiro investigado.

A 5ª fase da Operação Compliance Zero colocou Ciro Nogueira no centro das atenções. Considerado um dos políticos mais influentes do centrão nos últimos anos, o ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro aparece como peça-chave nas relações políticas atribuídas a Vorcaro.

O impacto político é imediato.

A situação atinge diretamente a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Nos bastidores do PL, havia uma articulação pragmática para aproximar o partido da federação PP-União Brasil, buscando ampliar tempo de televisão, acesso ao fundo partidário e capilaridade eleitoral nos municípios.

Essa estratégia, porém, ficou extremamente fragilizada após a operação.

Integrantes do próprio campo bolsonarista avaliam que a associação com nomes investigados pode aumentar a rejeição entre eleitores conservadores que defendem um discurso anticorrupção mais rígido. O desconforto cresceu ainda mais após a circulação de vídeos antigos em que Flávio Bolsonaro elogia Ciro Nogueira e o cita até como possível vice em uma futura chapa presidencial.

O PT rapidamente aproveitou o material nas redes sociais para tentar desgastar a imagem da oposição.

Ao mesmo tempo, a crise também altera a dinâmica política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até então, setores da oposição vinham associando Lula ao desgaste provocado pela proximidade entre o Planalto e o ministro Alexandre de Moraes em temas ligados ao inquérito do golpe e decisões institucionais recentes.

O caso do escritório da esposa de Moraes, citado em contrato milionário envolvendo o banco Master, vinha sendo usado politicamente contra o governo. Agora, porém, a entrada de Ciro Nogueira no radar da PF redistribui o desgaste político e aproxima o escândalo também do núcleo bolsonarista.

Essa mudança de narrativa preocupa estrategistas eleitorais dos dois lados.

Analistas políticos avaliam que o Brasil vive uma consolidação da polarização entre lulismo e bolsonarismo, mas destacam que a eleição presidencial poderá ser decidida por uma pequena faixa de eleitores moderados e independentes.

Segundo essa leitura, cerca de 4% a 5% do eleitorado de centro pode definir o resultado da disputa.

E justamente nesse segmento, escândalos envolvendo corrupção, relações obscuras com empresários investigados e suspeitas financeiras costumam ter peso decisivo.

A cautela demonstrada por Flávio Bolsonaro após a operação chamou atenção. Em nota pública, o senador evitou defender diretamente Ciro Nogueira. Limitou-se a afirmar que os fatos são “graves” e precisam ser investigados “com rigor”, respeitando o devido processo legal.

Nos bastidores, aliados interpretaram o movimento como uma tentativa de evitar contaminação política.

A decisão do ministro André Mendonça de autorizar a operação também teve forte repercussão. Interlocutores em Brasília afirmam que a medida reforça a percepção de independência institucional, já que Mendonça foi indicado ao Supremo durante o governo Bolsonaro e mesmo assim autorizou uma ação contra um dos principais nomes do antigo núcleo de poder.

Enquanto isso, lideranças partidárias acompanham com preocupação os próximos passos da investigação.

Existe temor de que novas fases da operação atinjam outros parlamentares, operadores políticos e empresários ligados ao centrão, ampliando ainda mais a crise.

Se isso ocorrer, o impacto pode ultrapassar a esfera criminal e atingir diretamente as negociações de alianças para 2026.

A grande questão que começa a surgir em Brasília é simples:

O escândalo do banco Master será apenas mais uma crise passageira ou poderá se transformar em um novo eixo de desgaste estrutural da política nacional?

A resposta dependerá do avanço das investigações, das provas que vierem à tona e, principalmente, da capacidade dos partidos de administrar o desgaste diante de um eleitorado cada vez mais desconfiado da relação entre poder político e influência econômica.

O cenário permanece aberto.

Mas uma coisa já parece clara: a operação da PF mudou o ambiente político da disputa presidencial antes mesmo do início oficial da campanha.


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